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quarta-feira, 2 de março de 2016

DIAMANTE - ORIGEM



O Diamante talvez seja a pedra preciosa mais cobiçada e fascinante. É a única pedra preciosa que é composta por apenas um elemento, o carbono. Por sua dureza, só pode ser cortada por outro Diamante. A natureza nos surpreende, mais uma vez, quando se compara um pedaço de grafite com o Diamante. Ambos são compostos de carbono, sendo que, o que os diferencia é a forma como os átomos de carbono estão ligados. O grafite corre suave e macio sobre uma folha de papel. Já o Diamante, por sua dureza, é usado não só na joalheria, como também na indústria.Somente 20% de toda a produção mundial é utilizada na joalheria e os 80% restantes vão para a indústria.

Esta pedra preciosa, aparece com frequência nos emblemas esotéricos como, por exemplo, nas sociedades rosa-cruzes. O Diamante representa o "centro místico radiante", e simboliza a luz e o próprio adepto. No Budismo vajrayana (vajra=diamante), típico do Tibet, essa pedra está conectada com o Sol, é atributo das divindades mais importantes, e simboliza também o próprio poder divino.

A origem da palavra diamante é controversa. Alguns acreditam derivar do sânscrito "dyu" que significa "ser luminoso", divindade, outros acreditam que se origina do latim. Na língua grega significa "inconquistável, indomável" devido à sua dureza. Independentemente da origem da palavra, o diamante sempre esteve associado ao seu brilho e eternidade.



São muitas as histórias e lendas que cercam a mais preciosa de todas as pedras. E, são muitos, também, seus significados místicos. Os gregos, por exemplo, acreditavam que seriam lascas de estrelas que caíam do céu.

Não faltam histórias e lendas sobre o Diamante. Elas aparecem em muitas civilizações, como dos celtas, egípcios, romanos, hindus, nas tribos indígenas brasileiras. Um exemplo, é a estória de Potira , que significa "flor" e de seu marido Itagibá  ou " braço forte". Segundo a lenda, Itagibá era um forte guerreiro que vivia com sua bela esposa à beira de um rio, na região Centro-Oeste. Um dia, todos os guerreiros da tribo tiveram que partir para lutar em uma guerra, inclusive Itagibá. Quando foi se despedir do marido, à beira do rio, Potira não derramou sequer uma lágrima, nem mesmo quando viu a canoa de seu amado partir. Daquele dia em diante, Potira ia todos os dias ao mesmo lugar, às margens do rio, esperar que seu marido voltasse. Muito tempo se passou até que os guerreiros voltaram, mas Itagibá não estava entre eles. Potira, então, percebeu que seu marido havia morrido. Imediatamente, Potira começou a chorar e passou a vida inteira assim, chorando pela perda do marido. Tupã, o deus dos índios, vendo Potira tão triste e chorando tanto, ficou com pena da pobre índia e transformou suas lágrimas em Diamantes, que se misturaram às águas e à areia do rio. As lágrimas, significam, então, a saudade e o amor de Potira por Itagibá.

Os Diamantes tem significado, inclusive, para aqueles que interpretam sonhos. Sonhar com a mais valiosa pedra preciosa que existe  pode significar vaidade, sinal de tesouros ou riquezas, tanto do ponto de vista material quanto espiritual. Pode significar também, complexo de inferioridade e, até mesmo, ambições realizadas por meio não muito honestos.

Quando for utilizado para finalidades terapêuticas, deve-se esquecer o valor material do Diamante. O diamante consolida relacionamentos. Encoraja o amor, a inocência e a longevidade. É excelente para ser usado com outras pedras de cura por sua capacidade de ampliação energética.Remove bloqueios da personalidade e disfunções sexuais, além da negatividade emocional.



O Diamante é perfeito para ser usado por pessoas que estão com a autoestima em baixa, inseguras ou ansiosas. Com sua luz branca, que é o perfeito equilíbrio de todas as cores, o Diamante é um mestre da cura. É o estado ideal, onde todas as forças curativas trabalham juntas na emissão energética.


O Diamante azul inspira maiores cuidados com nossa saúde e fortalece nossa força de vontade. O Diamante amarelo nos torna mais solícitos e mais atenciosos. Já o Diamante Negro nos dá coragem para olharmos dentro de nós mesmos sem complacência ou ilusão e o Diamante Rosa estimula a criatividade.

DIAMANTE



O diamante simboliza a verdade, a pureza, a perfeição, a dureza, a maturidade, a imortalidade, a limpeza, a fidelidade, a energia, o sol.
Sua dureza incomparável torna esta pedra preciosa um símbolo apropriado para a durabilidade e constância; sua clareza produz as noções de constância, sinceridade e inocência. O diamante representa a vida, a luz, o brilho, o sol, um emblema da pureza e da perfeição, de invencível poder espiritual, além de ser a pedra do compromisso entre casais, exprimindo fidelidade.
Os Diamantes são considerados por algumas pessoas como a mais pura expressão das pedras preciosas jamais produzida na face da terra. Sua claridade e capacidade para refratar o inteiro espectro da luz não encontra rival no mundo das pedras preciosas. Eles ficam fosforescentes quando expostos ao rádio, polônio ou ao actimun.



Os Diamantes são compostos de carbono puro e formados pela ação de intenso calor e pressão durante milhares de anos. Devido à sua dureza e pureza, têm aplicação tanto industrial quanto em jóias e para fins curativos. São um símbolo de riqueza e poder e objeto de desmedido desejo por séculos.

Quando considerado para finalidades curativas, deve-se ignorar o seu valor material e se concentrar somente sobre a relação da pedra com a energia. 

Em virtude da sua habilidade para amplificar a energia daquilo com que tem contato, o Diamante é frequentemente utilizado em combinação com outras pedras preciosas ou cristais. 

Se usado, por exemplo, com a Água-Marinha, o Diamante aumenta as propriedades de limpeza e quietude mental que as Águas-Marinhas ajudam a produzir. 



Se usado sozinho o Diamante amplia a energia do usuário, inclusive, infelizmente, qualquer energia negativa que este possa ter. Porém, se a energia for positiva, ela será ampliada a ponto de alcançar a pureza da luz branca.

A luz branca é o perfeito equilíbrio de todas as cores. Trata-se de um estado ideal, em que todos os seus componentes trabalham em conjunto para produzir energia em seu estado mais puro. 

Consequentemente, se você tiver uma atitude positiva, você pode aprender com os Diamantes a balancear e misturar todos os aspectos de sua vida em uma entidade pura e coesa que, em troca, amplifica o estado de energia que o circunda.

Como joias, devem ser usados principalmente em brincos.


DIAMENTE - CURIOSIDADES

O folclore sobre os Diamantes é conflitante. Eram considerados um antídoto para venenos e, no entanto, a pedra em si era tida como um veneno poderoso. 

Além disso, o médico italiano Gonelli afirmava que o Diamante tornava-se escuro em presença dos venenos.

Uma outra característica atribuída ao Diamante era sua capacidade de proteger contra a peste e a pestilência, sendo a prova de seus poderes o fato de que a peste atacava as classes mais pobres e poupava os ricos, que podiam cobrir-se com eles.

O Lapidaire de Alfonso X recomendava os Diamantes para doentes de bexiga, mas somente para casos desesperados.

Marbodus sugeria os Diamantes para a cura da insanidade, enquanto que Himus alertava que era perigoso o uso de pedras de qualidade inferior para propósitos curativos, não somente porque dificilmente curariam doenças, mas porque poderiam causar aleijões, icterícias, pleurisia ou mesmo lepra, como efeito colateral. 



Os Diamantes de boa qualidade só poderiam ser usados – e assim mesmo judiciosamente - após uma purificação de sete dias em urina de vaca. Entretanto, em todos os casos, a pedra deveria tocar a pele para ser efetiva e, de acordo com uma superstição geral, o poder do Diamante como talismã tornava-se sem efeito se ele fosse comprado – ele só poderia ser recebido como um presente (o espírito habitante da pedra ficava ofendido se fosse comprado ou vendido).

Tradicionalmente, o Diamante era o símbolo da bravura e da invencibilidade, o equivalente macho da Pérola. Supunha-se que ele trazia vitória a seu usuário, dotando-o de uma força superior, resistência e coragem. Marbodus diz que é uma pedra de grande poder em dispersar espectros noturnos e, para esse propósito, deve ser usado com outro no braço esquerdo. 

Santo Hildegardo afirmava que o Diamante era o grande inimigo do diabo porque resistia a seus poderes de dia e de noite.

Cardano, no entanto, fala o seguinte a respeito deles: “Acredita-se que torne o usuário infeliz, uma vez que seus efeitos são os mesmos sobre a mente que os dos ol sobre os olhos, pois o último mais escurece do que reforça a vista. 

Ele realmente nos deixa sem medo, mas não há nada que contribua mais para nossa segurança que a prudência e o medo, portanto é melhor ter medo”.

Tendo sido associado ao relâmpago, acredita-se também que a origem dos Diamantes estava nos trovões. Por outro lado, afirmava-se muitas vezes que era consumido ou dissolvido por trovões (nada ilógico, assumindo que a mesma força que os formava poderia destruí-los). 

Um fato desconhecido na Europa do século XIV era que o Diamante podia ser inteiramente dissolvido à alta temperatura.



Os árabes e persas, assim como os egípcios modernos, concordam em atribuir ao Diamante o maravilhoso poder de trazer boa sorte. 

O rabino Benoni ( um místico do século XIV), assegurava que ele produzia sonambulismo e que, como talismã, atraía influências planetárias tão fortemente, que tornava o usuário invencível. Também se dizia que provocava um estado espiritual de êxtase.

Um alquimista do mesmo século, Pierre de Boniface, assegurava que o Diamante tornava invisível seu usuário.

Com todos esses atributos, não é surpresa que os poderes sexuais e de reprodução fossem associados com os Diamantes.

Sir John Mandeville escreveu: ”Eu muitas vezes tentei a experiência que, se um homem conserva com ele um pedaço da pedra e rega-a frequentemente com o orvalho de maio, ela crescerá a cada ano, e o menor se tornará o maior”. 

Caso os Diamantes se reproduzam ou não quando encorajados é compreensível que ainda hoje os brilhantes – Diamantes lapidados - sejam usados em anéis de casamento: acredita-se que eles reforcem o amor do marido pela esposa.

Os efeitos das Esmeraldas e Ametistas são essencialmente ampliados pelos Diamantes.


Ele tem afinidade zodiacal com todos os signos e é comumente designado como pedra de nascimento para aqueles de abril.

DIAMANTE - CARACTERÍSTICAS


Chakras: Todos
Saúde: Melhoria Geral
Indicação: Melhoria Geral
Pedra do signo de: Todos
Tipo de energia: Prosperidade

Características técnicas:

Ocorrência: Raro
Dureza: 10 Mohs

Composição Química: Carbono Cristalizado

DIAMANTE – UNIÃO MATRIMONIAL

Símbolo da perfeição, essa pedra preciosa muito utilizada nos anéis de noivado, representa a pureza da união matrimonial, a fidelidade do casal e, ademais, a durabilidade do diamante evoca a solidez da relação. Na França, acredita-se que o diamante simbolize a sabedoria, inocência e a fé, além de manter a união entre os esposos, chamada portanto, de pedra da reconciliação. O nome diamante deriva do grego adamas e significa "invencível", associação feita sua durabilidade.

DIAMANTE – LADO MÍSTICO


Nas tradições da Europa Ocidental o diamante opera afastando os fantasmas, os maus espíritos, os pesadelos, os feiticeiros e os terrores da noite. Nesse sentido, o diamante está associado também com a luminosidade do sol, além de limpeza do ambiente e da energia. Na alquimia indiana, o diamante é considerado a "pedra filosofal" simbolizando a imortalidade. Muito utilizado nas meditações, acredita-se que os diamantes absorvem as emoções e limpam a alma.

Durante o Renascimento, o diamante simbolizou a equanimidade, a igualdade da alma, a integridade do caráter, a fé, a coragem, a libertação do espírito de qualquer temor. O pintor italiano Sandro Botticcelli (1445-1510), ao representar Minerva - a deusa romana das artes e da sabedoria - adorna seu vestido com um anel de diamantes, após dominar um centauro. Nesse caso, o diamante simboliza a coragem, a libertação da alma, a fé.

DIAMANTE – FOCO ESPIRITUAL


De acordo com suas características de durabilidade e seu poder de riscar e cortar, no budismo tântrico, o diamante simboliza o invencível poder espiritual, o inalterável e o imutável. Sem espanto, Buda aparece num trono de diamantes irradiado pela luz que emana das pedras, símbolo de força, de verdade, de perfeição. Para os budistas tibetanos, Vajra ou raio de diamante é o símbolo da iluminação espiritual e da imutabilidade.

DIAMANTE - PEDRA DA PROFISSÃO


Pedra da profissão: Atletas, Bancários, Cientistas, Cirurgiões, Dentistas, Estudantes, Fazendeiros, Jardineiros, Terapeutas Alternativos.

DIAMANTE - JAZIDAS


África, Austrália, Brasil, Índia, Rússia, Estados Unidos. 

DIAMANTE – SOLIDEZ E DURABILIDADE



É a pedra mais resistente de todas as pedras preciosas, a qual somente pode ser rompida com um outro diamante. É a mais brilhante, a gema de maior valor, pode trazer muita sorte seja nas tarefas, seja no prazer. É o símbolo do domínio, da jóia, da luz, do amor e do sucesso material. Dado como presente de noivado indica inocência e virtude e é tido como um amuleto para quem o usa. Associado à monarquia e ao conceito de poder, o Diamante sempre foi objeto de desejo dos povos antigos e teve importante papel na história da civilização como símbolo de prestígio.

DIAMANTE - HISTÓRIA



Dentre todas as pedras preciosas, o diamante sem dúvida é o "Rei". Um diamante polido, engastado num anel ou colar, ou até numa coroa real, é uma joia belíssima; além disso, seu preço é muito alto.

O homem conhece o diamante há milhares de anos. Uma das doze pedras preciosas que o Cohen Gadol (Sumo Sacerdote) usava o Choshen (Peitoral) do Efod (veste do Sumo Sacerdote), representando as doze tribos de Israel, era um diamante.

Há cerca de 130 anos, o diamante era bastante raro. Em 1866, os filhos de um fazendeiro na África do Sul encontraram uma pedra tão reluzente que chegava a soltar faíscas, e brincaram com ela, guardando-a entre seus brinquedos. Quando a mãe percebeu a pedra brilhante, deu-a a um vizinho, que a vendeu para um ambulante por alguns trocados. Aquela pedra era um diamante que depois foi classificado como pesando mais de 21 quilates.



As pessoas começaram a encontrar mais diamantes na mesma área. Em 1869, um pastor vendeu um diamante com mais de 83 quilates pelo preço de 500 ovelhas, dez vacas e um cavalo. A notícia do achado destes tesouros espalhou-se como fogo na mata. Logo havia milhares de "caçadores de tesouro" perto do Rio Vaal na África do Sul, onde os diamantes acima mencionados tinham sido encontrados. Alguns anos depois, começou a escavação no agora famoso campo de Kimberly. Ali também, o primeiro diamante foi encontrado por acaso.

Uns poucos "caçadores" chegaram ao local, onde mais tarde seria fundada a cidade de Kimberly. Eles estabeleceram uma fazenda. Isso foi no verão de 1871. Um dos trabalhadores fez algo de errado, e como castigo, foi mandado para cavar num campo das proximidades. Enquanto cavava, encontrou diamantes.

Houve uma corrida até o campo, e cerca de 1600 homens compraram cotas do lugar, embora tivesse apenas 10 acres de tamanho. Todos começaram a cavar em sua propriedade, e carregavam a rocha e a levavam por correntes até a mina na superfície; ai a "rocha" era lavada e filtrada, para fazer surgir os diamantes. O campo da mina foi transformado numa densa rede de correntes; fervilhava como uma colmeia, todos trabalhando para si mesmos, não pensando no vizinho. Com frequência, as finas paredes entre as minas desabavam, porque não havia um sistema de cooperação. Muitas vezes, um ou outro mineiro atingia um regato subterrâneo que inundava sua mina, e também as dos vizinhos.



Dois homens sonhavam criar um monopólio das minas de diamantes para eles próprios. Um deles era um inglês, Cecil Rhodes. Ele iniciou sua carreira alugando bombas de água para vários "escavadores", e pouco a pouco começou a adquirir pequenas cotas nos lucros. Também o outro homem, Barbey Barnatto, começou a comprar mais e mais cotas. Alguns anos depois Cecil Rhodes comprou as cotas de Barney Barnatto, e assim se tornou o único dono das famosas minas "De Beer". Este era o nome de uma família sul africana a quem os campos tinham pertencido originalmente, antes da descoberta dos diamantes.

Rhodes pagou 26 milhões de dólares para se tornar o único dono das minas de diamantes. A empresa que ele formou "Minas Consolidadas De Beer Limitada", atualmente controla a produção e o preço dos diamantes em todo o mundo.

Hoje em dia, 5 toneladas de diamantes são extraídas anualmente, e a maior parte vai para fins industriais, não para joalherias. O diamante pelo seu grau de dureza é usado para diversos propósitos: cortar ferro e aço, serrar pedras, polir, moer e raspar diversos tipos de instrumentos, etc.



O diamante industrial, embora inútil como joia, é uma parte vital na indústria mecânica, como eletricidade ou outras formas de força. Em 1957, por exemplo, os Estados Unidos importaram 15 milhões de quilates de diamantes. Desse total, menos de 2 milhões de quilates foram para joalherias. O restante – mais de 13 milhões de quilates, ou quase 3 toneladas – eram diamantes industriais.

Como jóia, o diamante custa cerca de U$ 1000,00/quilate, ao passo que um diamante industrial custa apenas U$ 4,00/ quilate.

As minas de diamantes da África do Sul produzem a maioria dos diamantes. O Congo Belga (atual República do Congo, na África Central) tem a maior quantidade de diamantes industriais. Em 1957, 13 milhões de quilates foram extraídos, porém 95% deles eram da qualidade industrial, mais barata, que é moída até virar pó para fins de polimento. A África como um todo produz 97% de toda a produção mundial de diamantes. A produção mundial supera os 23 milhões de quilates por ano. Tanganica, Gana, África Ocidental Francesa e outras partes do Continente Negro também produzem boa quantidade de diamantes, mas todos são vendidos através da empresa De Beer.

Um dos primeiros países onde os diamantes foram descobertos foi a Índia. Ali os diamantes eram conhecidos há mais de 2000 anos. Segundo a lenda, o famoso "Koh-I-Noor" ("montanhas de luz"), que hoje faz parte dos tesouros da Coroa Britânica, foi descoberto na Índia.



Houve certa vez um diamante com uma lenda ligada a ele, chamado "o grande Mogul", e pesava 787 quilates. Há cerca de 300 anos, desapareceu, e foi cortado em pedras menores. Uma dessas partes, pesando 280 quilates foi utilizado para a coroa de um marajá indiano.

Dentre os tesouros russos, há um diamante das joias da coroa dos antigos czares. É chamado "Orloff", e pesa 220 quilates. Um soldado francês o roubou de um templo hindu, do olho de uma estátua que ali havia. Isso ocorreu em 1700. A pedra mudou de mão muitas vezes, sempre com derramamento de sangue envolvido, até que chegou a Amsterdã em 1774. Ali, um príncipe russo, Orloff, comprou-a (por cerca de meio milhão de dólares) e deu-a de presente à rainha Catarina II. Alguns acreditam que também fazia parte do "Grande Mogul" extraviado.

Um dos diamantes mais famosos é o "Hope", uma pedra enorme, azul, rara. Está envolvido nas mortes trágicas de doze pessoas; também causou tragédias em duas famílias reais. É parte de uma pedra maior, que pertenceu ao rei francês, Luiz XIV. Foi roubado na época da Revolução Francesa. Posteriormente, apareceu na Inglaterra (44 quilates) onde um banqueiro, Henry Thomas Hope, comprou-a em 1800. Mais tarde, um sultão turco, Abdul Al Hamid, comprou-a, e a deu para sua esposa favorita usá-la ao redor do pescoço. Aparentemente o diamante também trazia má sorte, pois ele perdeu o trono. A pedra agora pertence a um mercador de diamantes em Nova York.



O maior diamante do mundo foi encontrado na Mina Premier em Transvaal, na África do Sul. Esta nova mina de diamantes foi descoberta em 1902 por um tal Thomas Cullinan. Três anos depois, o capataz, Frederick Wells, percebeu um raio de luz na lama de uma mina aberta; com seu canivete, ele desenterrou o maior diamante do mundo – 3106 quilates, ou meio quilo de peso.
O Governo de Transvaal presenteou o "gigante" ao Rei Edward VII da Inglaterra. A pedra foi chamada de "Cullinan". O rei escolheu o famoso lapidador, J. Osher de Amsterdã, para cortar a pedra. Este especialista estudou a pedra durante meses. Uma batida no lugar errado poderia partir a o diamante em pedaços.

As responsabilidade e a tensão eram indescritíveis. Algumas vezes ele desmaiou durante o trabalho. Finalmente, partiu com sucesso em nove diamantes grandes, e 100 jóias menores. A pedra maior pesava 530 quilates e foi engastada no Cetro real. A pedra leva o nome de "Primeira Estrela da África".



A "Segunda Estrela da África" do diamante Cullinan pesa cerca de 130 quilates, e enfeita a Coroa Real Britânica, que é usada na Coroação.

Cortar e polir um diamante bruto de tamanho grande pode levar um ano. O especialista precisa de extrema paciência, arte, e nervos de aço. Cada diamante tem suas próprias peculiaridades. O lapidador estuda os "músculos" internos, ou gramatura da pedra, faz diversas linhas demarcatórias ao redor do diamante, de modo a obter a pedra maior e o menor número possível de pedras pequenas; quanto maior a pedra, mais alto é o preço.

Às vezes ocorre que um especialista corte a pedra com uma batida do martelo no ponto exato, como fez J. Osher com o diamante Cullinan (e desmaiou na mesma hora). Ele foi informado mais tarde que o golpe tinha sido perfeito. Atualmente, os diamantes são cortados por serras especiais. São rodas, finas como papel, cobertas com pó de diamante misturado com azeite de oliva, e giram mecanicamente a grande velocidade, serrando o diamante bem lentamente, muitas vezes durante semanas. Somente um diamante pode cortar outro, porque não existe substância mais dura que o diamante.

Mas por que estamos contando sobre a história dos diamantes com tantos detalhes? Por que tudo que é criado no mundo, certamente possuí um propósito Divino.



O Báal Shem Tov, cujo aniversário é a 18 de Elul, declarou que todo judeu é um "diamante", porque possui as qualidades naturais daquela gema; é duro e determinado (um povo que não se dobra), e inconquistável na sua profunda crença interior no Todo Poderoso; os traços e qualidades inatas do judeu reluzem como raios do sol. Porém, assim como um diamante é bruto e opaco quando retirado da terra, e somente após ser lavado, raspado e polido emerge o verdadeiro "diamante", o mesmo ocorre com cada judeu. Suas boas qualidades estão ocultas no seu âmago, sob uma camada de "lama" que precisa ser lavada e limpa, até que sua centelha interior brilhe até a superfície. Aqui também, muita paciência e amor são necessários, grande Ahavat Yisrael (amor ao próximo) para fazer surgir aquilo que há de bom no outro. A pessoa precisa atingir o "ponto" certo.

Da mesma forma que é preciso um diamante para cortar e polir outro diamante, o mesmo ocorre com cada judeu. É somente num ambiente genuinamente judaico, que instila sabedoria de Torá e incentiva o cumprimento das mitsvot, que um judeu pode desenvolver suas qualidades da forma mais pura e elevada.